Imigrante doente

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Demorei em escrever esta semana... pois aqui em casa todos foram ao médico.
E o tema da próxima edição do migraZine é sobre saúde e a falta dela.

Estive fazendo pesquisas sobre o tema através do google, comecei a pesquisa no Brasil e terminei na Alemanha passando pelos Estados Unidos.
Mas hoje, escreverei sobre um estudo realizado no Brasil sobre pacientes imigrantes japoneses em um hospital na cidade de São Paulo que me interessou. “Os resultados mostram que a dificuldade com o domínio do idioma português interfere na compreensão da doença, no diagnóstico , no tratamento e no relacionamento com a equipe de saúde, fazendo suscitar o sentimento de insegurança. A cultura realmente exerce influência importante no comportamento e atitudes dos imigrantes japoneses em relação à doença e hospitalização de acordo com Rosa Yuka Sato Chubaci , Miriam Aparecida Barbosa Merighi”.

Uma senhora entrevistada afirma que não aprendeu o português, apesar de morar desde pequena no Brasil porque seus pais diziam que iriam voltar para o Japão e o círculo de amizade eram de pessoas que falavam o japonês , os anos foram passando, os pais não voltaram para o Japão . Outra senhora japonesa sente-se mais segura e feliz quando é tratada por descendentes de japoneses. Identifiquei-me com ela porque quando sou tratada por um imigrante tenho o sentimento que ele entende melhor o nosso sentimento e as nossas necessidades.
Este estudo mostra as dificuldades dos imigrantes para se comunicarem uma situação de internação. As autoras do estudo elencaram oito tópicos do estudo que são:
Dificuldade para compreender a doença,
Dificuldade para compreender o tratamento,
Dificuldade para relacionar-se com a equipe de saúde,
Sentimentos de desconfiança,
Sentindo necessidade da ajuda de familiares,
Sofrendo por não poder comunicar-se,
Sentindo segurança quando consegue comunicar-se e por último
percebendo o incômodo e o arrependimento por não falar português

Situações que vivenciamos. Li este estudo e gostei pois vi que o sentimento que temos como pacientes aqui na Áustria é o mesmo do que todos os estrangeiros que não dominam o idioma , em qualquer lugar do mundo.
Com este estudo eu não me senti só.